quarta-feira, 17 de março de 2010

Qual o motivo da crise da saúde no Brasil?

Hoje decidi falar de como o sistema de saúde Brasileiro entrou em crise. Para muitos isso instaurou-se agora, como se fosse por incompetência dos atuais governantes, mas acreditem, não é.
Historicamente podemos falar de um Brasil que foi vítima de políticas internacionais, em que o país se tornou escravo das decisões e orientações do Fundo monetário internacional, mas como deve ser de conhecimento da maioria, o FMI se baseia em ideais Neoliberalistas, em que alguns serviços públicos são entregues em mãos de empresas privadas diminuindo os gastos públicos; com isso foi aberto em nossa sociedade as grandes empresas que vieram prestar serviços que antes eram prestados pelo estado para a população que pode pagar, e sempre passando a imagem de que o "privado é bom e o público é ruim", isso afetou também o sistema de saúde, hoje estamos diante de vários hospitais atendendo em situação precária, em que médicos não possuem as condições minímas para aplicar o exercício da medicina.
Como estão vendo, o caos que existe na medicina não começou agora, é um fator histórico que nos afeta hoje, e infelizmente corre o risco de piorar, estamos diante de mais um momento em que os legisladores Brasileiros estão tramitando uma lei em que o conselho federal de medicina alega que precisa regulamentar o exercício de suas práticas profissionais. Seria muito bom regulamentar, reorganizar e reestruturar o sistema de saúde em nosso país, mas essa lei não vem pra sanar os problemas que já existem, mas para hierarquizar o sistema, afetando profissionais de outras áreas, profissões que a décadas lutam pela liberdade do exercício de suas profissões.
É incrível a proporção que os problemas enfrentados pela medicina está tomando, problemas que deveriam ser sanados estão sendo atribuídos a outras profissões, profissões essas que poderiam se unir a medicina em prol de sua melhoria, mas podem acabar se voltando contra ela, simplesmente por querer voltar a um sistema falido de atenção a saúde.
Estamos unidos nessa causa, e não deixaremos os profissionais afetados sofrerem as consequencias de politicas públicas sujas e falidas, e estaremos também ao lado dos profissionais médicos para que a saúde em nosso país tome um rumo de constante melhoria.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Viajando no cotidiano

Depois de tanto tempo volto a escrever, hoje depois de olhar alguns e-mails contra alguns projetos sociais do governo; sempre respondo esses e-mails, não por defender o governo, mas por defender aqueles que não podem manifestar sua opnião, aqueles que não possuem meios de comunicação acessíveis (por mais que esse povo que usa a internet diga que há inclusão digital, infelizmente não tem noção da realidade... Globo os iludem).
Com tantas respostas que dou nos e-mails, parece que sou aqueles loucos que criam "teorias da conspiração" sobre um capitalismo feito de pessoas ocultas que tentam manipular os outros; e realmente estou cansado disso, de tentar mostrar o quanto elas são exploradas ou como pessoas sofrem pela omissão de outras... resumindo: Depois que comecei a observar como é cruel viver num sistema como o nosso, descobri que não consigo aceitar bem a ele.
Como a todos os e-mails esse foi intrigante, esse mostrava que o governo fornece todo auxílio possível a quem não tem condições, como: Camisinhas, bolsa familia, bolsa escola, pilula do dia seguinte, cotas em universidades... e ao final colocava que quem mantinha isso era quem estava lendo, e colocando o povo como o palhaço por manter isso. Sinceramente, tentei entender qual o mal que existe em dar auxílio a quem não possui condições, camisinhas ajudam no controle de doenças sexualmente transmissíveis, o que seria um custo maior ao sistema de saúde Brasileiro; pílula do dia seguinte para controle de natalidade, ou o governo vai dar as costas as crianças abandonadas (existem, sabiam?); as bolsas parece difícil justifacar, mas a resposta é simples, como uma pessoa que não tem renda, escolaridade e emprego vai sobreviver? depois reclamam do governo uma atitude na segurança pois está aumentando o numero de ladrões; quanto as cotas, seja ela para negros, estudantes de escolas públicas, ou sociais(para pessoas de baixa renda), infelizmente nosso país historicamente tratou de forma cruel os negros e quando houve a abolição eles foram marginalizados, e isso permanece até hoje; nossa educação em instituições públicas foram deixadas de lado com propósitos neoliberalistas em que o particular era "melhor".
Entendo (em parte) a posição das pessoas que distribuem este tipo de e-mail; todos tem sua casa, sua família, se alimentam (e muito bem), tem seu emprego e não lhes falta nada, e provavelmente se lerem este tipo de texto dirão "Mas eu batalhei para ter isso!" ou "Eu cheguei a passar fome, mas lutei!", notaram como esse discurso é cruel e individualista? Mesmo aqueles que passaram fome e deram a volta por cima, por qual motivo tem que condenar aqueles que não tem condições? Cada vez mais encontramos pessoas individualistas que não tem noção do que acontece nesse mundo e não tem nem um pouco de piedade por aqueles que passam fome, vivem na rua, não têm condições de dar educação aos filhos ou aquelas que por mais que façam de tudo para mudar de vida morrem tentando. A única coisa que tenho a dizer a todos é: MISERÁVEIS!!
Não me excluo desse grupo, pois no momento em que cansei de responder aos e-mails, tornei-me miserável, igual a todos vocês.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fim de Wuthering Heights

Olá,
Estou a bastante tempo sem escrever, acabei esquecendo de postar sobre o fim do livro, mas é justificável, o fim de período da faculdade tá me matando, e esse post estou fazendo no laboratório da faculdade pra ver como anda a situação... mas bem vamos aos fatos:
Wuthering Heights realmente entra pra lista de melhores livros que li, mostrou o quanto as vezes ser bonzinho demais é tediante; Heathcliff mostrou-se no final do livro alguém que estava cansado de tanta vingança, via sua sobrinha não mais como inimiga e olhava seu sobrinho não mais como filho, mas como um injustiçado.
Não vou relatar o final, sou contra a idéia de resumir obras e principalmente por essa obra ser rica como ela é. Um livro que apesar de ser de décadas atrás, não vem carregado de moralismos no qual a maioria das obras da época, fiquei feliz com a escrita inovadora dela, e de construir um personagem Byroniano como foi Heathcliff.
Quem puder leia esta obra, ela só vai enriquecer sua cultura e fazer entrar em um mundo que está além de nossa contemporaneidade.

Creio que vou parar de falar de livros ou filmes que leio, está cada vez mais interessante em minha vida falar sobre fatos políticos e como algumas ideologias estã se disseminando entre o povo... fico triste principalmente com a disseminação de informações que servem somente pra manter o povo alienado, e como as vezes acabam vendo como "loucura" ou como se fosse uma "teoria da conspiração" o que venho dizendo, sendo que falo de uma realidade que está diante das pessoas e elas não enxergam.
Mas como diria Raul Seixas: "Eu não sou louco, é o mundo que não entende minha lucidez." e assim me enxergo, as pessoas que talvez não me compreendam, em alguns momentos ficam revoltados com algumas posições minhas com relação a espiritualidade, apesar de acharem que sou ateu eu não creio que seja, apenas não gosto de religião, pois a meu ver, crença e religião são duas coisas totalmente diferentes, mas as pessoas teimam em unir as duas definições. Mas assim vou seguindo minha vida, não acreditando em religião, talvez um dia mude, mas Raul também falava de algo parecido: "Do materialismo ao espiritualismo é uma simples questão de esperar esgotarem-se os limites do primeiro.".
Quando todos os meus recursos e idéias se eximirem creio que procure uma igreja, mas até lá, se cuida pastorzinhos de ônibus, vou ter muito que bater boca com vocês.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Wuthering Heights - Parte II

Olá

Vou dessa vez lhes passar a impressão que tive do livro nesse período:
Quando lemos um livro normalmente temos uma "simpatia" por algum personagem ou uma sensação de ódio por outro, isso não indica que sentimos simpatia pelo "mocinho" e ódio pelo vilão, por vezes já li livros em que o protagonista me ansiava mais antipatia do que o antagonista; este livro em questão me desperta para algo que não havia visto em qualquer outro. Em certos pontos da leitura me pego em uma sincera ânsia para com a vingança de Heathcliff, pois vejo nele um homem injustiçado, humilhado, e principalmente com o coração partido por uma mulher gananciosa, mimada e alienada. Justificando seu aceite ao casamento com Edgar o ato de salvar Heathcliff das mãos de Hindley e de toda humilhação que sofria, Catarina deixa escapar que é apaixonada por Heathcliff e o coloca na posição de um "selvagem" e que não teria condições de suster uma possível união, não imaginando ela que Heathcliff escutava tudo. Agora imaginem: Viver em uma casa em que te tratam feito um escravo, a única coisa que o mantém neste local é a pessoa a qual ama; o que acontece se essa única pessoa que o mantém neste antro inimigo o humilha desta forma? Sua saída era inevitável, sua fuga diria eu, seria um ato de liberdade, mas lanço uma pergunta: Como se livrar do coração partido diante de anos suportando constantes humilhações? Sua saída foi a vingança, mas vingança essa que teria que ser inteligente pois não haviam o ferido fisicamente, mas moralmente e a resposta tinha que ser no mesmo nível.
Anos depois reaparece um Heathcliff, rico, maduro, com um porte elegante e sombrio; pois nada se sabia de como ele havia ido, como enriqueceu, e quais os motivos que o traziam de volta. De certo a única coisa que posso dizer no momento é que sua busca por vingança vem se mostrando mais cruel e astuta do que imaginei, em certo ponto me coloco horrorizado com todos os atos de Hethcliff, mas em outros quando relembro tudo que passou, sinto o doce sabor da vingança.
Cada vez mais enxergo um Heathcliff louco, que nenhum filme conseguiu mostrar, e creio que só os leitores conseguem perceber; sua loucura me causa uma grande vontade de continuar lendo.
Ainda não terminei, mas assim que tiver mais impressões sobre o livro ou mesmo uma pequena descrição da história voltarei a publicar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Wuthering Heights


Olá a todos, faz muito tempo que não posto nada, mas trabalho e faculdade andam me deixando louco; trabalho cada vez mais cansativo e faculdade cada vez mais sufocando de textos pra ler.
Para primeira postagem depois de tempo gostaria de falar sobre o livro que estou lendo, "O morro dos ventos Uivantes"(wuthering heights), comecei a ler este livro faz pouco tempo mas logo de cara pude perceber que ele não é um dos clássicos da literatura mundial por acaso, simplesmente estou observando ele ser sensacional, principalmente o clima criado de suspense em torno da história do Sr. Heathcliff no começo da história que é acompanhado no princípio aos olhos do Sr. Lockwood, que a tanto mistério recorreu a sua empregada que a tantos anos residia naquela região para contar-lhe a história do Sr. Heathcliff desde a infância.

Creio não poder avançar muito mais que isso, não por ter lido pouco, pois já li o suficiente para contar mais, mas pra não estragar o mistério envolvido; quero que todos leiam(é muito bom).

Aproveito pra postar a foto de uma noite muito boa, festa na Casa, e ao lado de três maravilhosas mulheres.... Bjão Lindas; Rany, Luciana, Aldiana.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Piaf - Um Hino ao amor

Olá, já faz tempo que não posto nada; final de periodo na faculdade, trabalho, familia, aniversário, Natal...tudo acumulando, mas to de volta e vou tentar manter uma boa regularidade.
Tive uma excelente semana, muitas revelações, algumas decepcionantes, outras deprimentes, umas alegres...é a vida... mas uma delas foi maravilhosa, e isso que importa.

Pra começar(recomeçar), gostaria de falar sobre o filme que vi esta madrugada, quando toda familia se reuniu pra assistir Vin Diesel em Missão Babilônia, eu parei pra assistir um filme que venho a um bom tempo enrolando pra assistir: Piaf - Um hino ao amor.
Conheci esse filme por conta de meu irmão que também é amante de cinema, e principalmente de obras de arte(que é o caso), ele me indicou a assistir no original com áudio em Francês e com legendas em Português, e digo que foi algo impressionante, principalmente pela performance da atriz Marion Cotillard que incorporou uma cantora com uma história sem igual na história da música Francesa.
A história(como é um retrato da vida dela, então...) começa com a infância, sua mãe a abandona, logo depois seu pai Louis a leva para ser criada pela sua avó, dona de um bordel na Normandia, lá acaba ficando cega por volta dos 3 anos, só voltando a enxergar por volta dos 7, é muito interessante como no filme é retratada a relação de Edith com as prostituta do bordel e a afeição que tinha por elas.
Após alguns anos seu pai vai buscá-la para viver com ela no circo, após algum tempo eles abandonam o circo para viverem de apresentações na rua, seu pai alcoólatra, e na rua seu pai acaba descobrindo o talento de Edith como cantora. Após algum tempo ela o abandona e começa a viver de esmolas cantando nas ruas.

É triste eu chegar agora e tentar contar toda história de Edith Piaf, fica aí uma dica de filme, vi e gostei, o final foi emocionante ao som de "Non, Je Ne Regrette Rien", assim retratando a vida dela: "Não! Eu não lamento nada" .
Interessante também foi a entrevista que ela deu em que a jornalista pergunta: "Se pudesse aconselhar uma mulher, qual conselho daria? 
Edith: "Ame".
- "E a Uma Jovem?"
- "Ame".
- "E a uma Criança?"
- "Ame".

Assim resumiu sua intensa vida...amor, dinheiro, fama, amigos... com grande intensidade.
Da pobre criança que viveu em um bordel da Normandia até as ilustres apresentações, é retratada uma história sofrida, intensa, solitária e apaixonante.

Fica agora com vocês a dica: "Piaf - Um Hino ao amor".

domingo, 19 de outubro de 2008

Bertolt Brecht

Olá a todos...

Hoje li uma frase atribuída ao dramaturgo e poeta Alemão Bertolt Brecht que foi citada inclusive no filme " V de Vingança", sempre quando penso em humanidade, penso nela, e que apesar de toda a humanidade criar tantas diferenças de cor, credo, raça, origem, posição social...sempre penso nela, no sentido de que apesar dessas diferenças estamos no mesmo barco, e apesar de muitas situações na vida não nos atingir, acabam atingindo nossos irmãos; é nessa hora que temos que estar posicionados a defender o direito de todos, pois quando tudo termina, o que importa não é se sobrevivi, o que importa é quantos eu salvei.

"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

É fácil não nos posicionar quando não nos atinge, quando estamos no calor de nossa casa; ainda existem desabrigados, famintos, menores abandonados, vitimas da violência diária... Que mesmo sem voz, mesmo sem defesa, mesmo sem apoio; necessitam de nossa ajuda.

Ainda pior que a opressão, a política do medo que vem para tentar nos controlar; é a omissão que assola a todos por não contar com o apoio daqueles que custam em ajudar os que clamam por um paz, justiça, igualdade.

Se você, meu amigo que me lê, sente que pode ajudar a tornar um pouco desse mundo melhor, junte-se.

Essa semana me propuseram escrever uma peça, sinceramente me senti tentado a escrever, e estou pensando seriamente, deve ser por isso que pensei em Brecht que era um grande Dramaturgo e Encenador, que para sua segurança teve que fugir da Alemanha Nazista para dezenas de países Europeus e Estados Unidos.