segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fim de Wuthering Heights

Olá,
Estou a bastante tempo sem escrever, acabei esquecendo de postar sobre o fim do livro, mas é justificável, o fim de período da faculdade tá me matando, e esse post estou fazendo no laboratório da faculdade pra ver como anda a situação... mas bem vamos aos fatos:
Wuthering Heights realmente entra pra lista de melhores livros que li, mostrou o quanto as vezes ser bonzinho demais é tediante; Heathcliff mostrou-se no final do livro alguém que estava cansado de tanta vingança, via sua sobrinha não mais como inimiga e olhava seu sobrinho não mais como filho, mas como um injustiçado.
Não vou relatar o final, sou contra a idéia de resumir obras e principalmente por essa obra ser rica como ela é. Um livro que apesar de ser de décadas atrás, não vem carregado de moralismos no qual a maioria das obras da época, fiquei feliz com a escrita inovadora dela, e de construir um personagem Byroniano como foi Heathcliff.
Quem puder leia esta obra, ela só vai enriquecer sua cultura e fazer entrar em um mundo que está além de nossa contemporaneidade.

Creio que vou parar de falar de livros ou filmes que leio, está cada vez mais interessante em minha vida falar sobre fatos políticos e como algumas ideologias estã se disseminando entre o povo... fico triste principalmente com a disseminação de informações que servem somente pra manter o povo alienado, e como as vezes acabam vendo como "loucura" ou como se fosse uma "teoria da conspiração" o que venho dizendo, sendo que falo de uma realidade que está diante das pessoas e elas não enxergam.
Mas como diria Raul Seixas: "Eu não sou louco, é o mundo que não entende minha lucidez." e assim me enxergo, as pessoas que talvez não me compreendam, em alguns momentos ficam revoltados com algumas posições minhas com relação a espiritualidade, apesar de acharem que sou ateu eu não creio que seja, apenas não gosto de religião, pois a meu ver, crença e religião são duas coisas totalmente diferentes, mas as pessoas teimam em unir as duas definições. Mas assim vou seguindo minha vida, não acreditando em religião, talvez um dia mude, mas Raul também falava de algo parecido: "Do materialismo ao espiritualismo é uma simples questão de esperar esgotarem-se os limites do primeiro.".
Quando todos os meus recursos e idéias se eximirem creio que procure uma igreja, mas até lá, se cuida pastorzinhos de ônibus, vou ter muito que bater boca com vocês.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Wuthering Heights - Parte II

Olá

Vou dessa vez lhes passar a impressão que tive do livro nesse período:
Quando lemos um livro normalmente temos uma "simpatia" por algum personagem ou uma sensação de ódio por outro, isso não indica que sentimos simpatia pelo "mocinho" e ódio pelo vilão, por vezes já li livros em que o protagonista me ansiava mais antipatia do que o antagonista; este livro em questão me desperta para algo que não havia visto em qualquer outro. Em certos pontos da leitura me pego em uma sincera ânsia para com a vingança de Heathcliff, pois vejo nele um homem injustiçado, humilhado, e principalmente com o coração partido por uma mulher gananciosa, mimada e alienada. Justificando seu aceite ao casamento com Edgar o ato de salvar Heathcliff das mãos de Hindley e de toda humilhação que sofria, Catarina deixa escapar que é apaixonada por Heathcliff e o coloca na posição de um "selvagem" e que não teria condições de suster uma possível união, não imaginando ela que Heathcliff escutava tudo. Agora imaginem: Viver em uma casa em que te tratam feito um escravo, a única coisa que o mantém neste local é a pessoa a qual ama; o que acontece se essa única pessoa que o mantém neste antro inimigo o humilha desta forma? Sua saída era inevitável, sua fuga diria eu, seria um ato de liberdade, mas lanço uma pergunta: Como se livrar do coração partido diante de anos suportando constantes humilhações? Sua saída foi a vingança, mas vingança essa que teria que ser inteligente pois não haviam o ferido fisicamente, mas moralmente e a resposta tinha que ser no mesmo nível.
Anos depois reaparece um Heathcliff, rico, maduro, com um porte elegante e sombrio; pois nada se sabia de como ele havia ido, como enriqueceu, e quais os motivos que o traziam de volta. De certo a única coisa que posso dizer no momento é que sua busca por vingança vem se mostrando mais cruel e astuta do que imaginei, em certo ponto me coloco horrorizado com todos os atos de Hethcliff, mas em outros quando relembro tudo que passou, sinto o doce sabor da vingança.
Cada vez mais enxergo um Heathcliff louco, que nenhum filme conseguiu mostrar, e creio que só os leitores conseguem perceber; sua loucura me causa uma grande vontade de continuar lendo.
Ainda não terminei, mas assim que tiver mais impressões sobre o livro ou mesmo uma pequena descrição da história voltarei a publicar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Wuthering Heights


Olá a todos, faz muito tempo que não posto nada, mas trabalho e faculdade andam me deixando louco; trabalho cada vez mais cansativo e faculdade cada vez mais sufocando de textos pra ler.
Para primeira postagem depois de tempo gostaria de falar sobre o livro que estou lendo, "O morro dos ventos Uivantes"(wuthering heights), comecei a ler este livro faz pouco tempo mas logo de cara pude perceber que ele não é um dos clássicos da literatura mundial por acaso, simplesmente estou observando ele ser sensacional, principalmente o clima criado de suspense em torno da história do Sr. Heathcliff no começo da história que é acompanhado no princípio aos olhos do Sr. Lockwood, que a tanto mistério recorreu a sua empregada que a tantos anos residia naquela região para contar-lhe a história do Sr. Heathcliff desde a infância.

Creio não poder avançar muito mais que isso, não por ter lido pouco, pois já li o suficiente para contar mais, mas pra não estragar o mistério envolvido; quero que todos leiam(é muito bom).

Aproveito pra postar a foto de uma noite muito boa, festa na Casa, e ao lado de três maravilhosas mulheres.... Bjão Lindas; Rany, Luciana, Aldiana.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Piaf - Um Hino ao amor

Olá, já faz tempo que não posto nada; final de periodo na faculdade, trabalho, familia, aniversário, Natal...tudo acumulando, mas to de volta e vou tentar manter uma boa regularidade.
Tive uma excelente semana, muitas revelações, algumas decepcionantes, outras deprimentes, umas alegres...é a vida... mas uma delas foi maravilhosa, e isso que importa.

Pra começar(recomeçar), gostaria de falar sobre o filme que vi esta madrugada, quando toda familia se reuniu pra assistir Vin Diesel em Missão Babilônia, eu parei pra assistir um filme que venho a um bom tempo enrolando pra assistir: Piaf - Um hino ao amor.
Conheci esse filme por conta de meu irmão que também é amante de cinema, e principalmente de obras de arte(que é o caso), ele me indicou a assistir no original com áudio em Francês e com legendas em Português, e digo que foi algo impressionante, principalmente pela performance da atriz Marion Cotillard que incorporou uma cantora com uma história sem igual na história da música Francesa.
A história(como é um retrato da vida dela, então...) começa com a infância, sua mãe a abandona, logo depois seu pai Louis a leva para ser criada pela sua avó, dona de um bordel na Normandia, lá acaba ficando cega por volta dos 3 anos, só voltando a enxergar por volta dos 7, é muito interessante como no filme é retratada a relação de Edith com as prostituta do bordel e a afeição que tinha por elas.
Após alguns anos seu pai vai buscá-la para viver com ela no circo, após algum tempo eles abandonam o circo para viverem de apresentações na rua, seu pai alcoólatra, e na rua seu pai acaba descobrindo o talento de Edith como cantora. Após algum tempo ela o abandona e começa a viver de esmolas cantando nas ruas.

É triste eu chegar agora e tentar contar toda história de Edith Piaf, fica aí uma dica de filme, vi e gostei, o final foi emocionante ao som de "Non, Je Ne Regrette Rien", assim retratando a vida dela: "Não! Eu não lamento nada" .
Interessante também foi a entrevista que ela deu em que a jornalista pergunta: "Se pudesse aconselhar uma mulher, qual conselho daria? 
Edith: "Ame".
- "E a Uma Jovem?"
- "Ame".
- "E a uma Criança?"
- "Ame".

Assim resumiu sua intensa vida...amor, dinheiro, fama, amigos... com grande intensidade.
Da pobre criança que viveu em um bordel da Normandia até as ilustres apresentações, é retratada uma história sofrida, intensa, solitária e apaixonante.

Fica agora com vocês a dica: "Piaf - Um Hino ao amor".

domingo, 19 de outubro de 2008

Bertolt Brecht

Olá a todos...

Hoje li uma frase atribuída ao dramaturgo e poeta Alemão Bertolt Brecht que foi citada inclusive no filme " V de Vingança", sempre quando penso em humanidade, penso nela, e que apesar de toda a humanidade criar tantas diferenças de cor, credo, raça, origem, posição social...sempre penso nela, no sentido de que apesar dessas diferenças estamos no mesmo barco, e apesar de muitas situações na vida não nos atingir, acabam atingindo nossos irmãos; é nessa hora que temos que estar posicionados a defender o direito de todos, pois quando tudo termina, o que importa não é se sobrevivi, o que importa é quantos eu salvei.

"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

É fácil não nos posicionar quando não nos atinge, quando estamos no calor de nossa casa; ainda existem desabrigados, famintos, menores abandonados, vitimas da violência diária... Que mesmo sem voz, mesmo sem defesa, mesmo sem apoio; necessitam de nossa ajuda.

Ainda pior que a opressão, a política do medo que vem para tentar nos controlar; é a omissão que assola a todos por não contar com o apoio daqueles que custam em ajudar os que clamam por um paz, justiça, igualdade.

Se você, meu amigo que me lê, sente que pode ajudar a tornar um pouco desse mundo melhor, junte-se.

Essa semana me propuseram escrever uma peça, sinceramente me senti tentado a escrever, e estou pensando seriamente, deve ser por isso que pensei em Brecht que era um grande Dramaturgo e Encenador, que para sua segurança teve que fugir da Alemanha Nazista para dezenas de países Europeus e Estados Unidos.

domingo, 12 de outubro de 2008

Cinema em casa...Um filme salvou

Olá a todos...
Hoje, como não tinha nada pra fazer, me deu uma louca de assistir a todos os filmes que pudesse, como havia tempo que não assistia a nenhum filme, passei o dia assistindo a filmes.
Primeiro comecei com "40 dias e 40 noites", filme interessante, meio besteirol americano mas é bom, conta a história de um jovem americano que cansado da maratona sexual a qual vivia, decidiu de forma "genial" passar 40 dias sem sexo, sem qualquer contato sexual que fosse, nem masturbação(nada vezes nada de sexo), vou até parar pois não vale a pena detalhar, só sei que detalha bem como um homem fica depois de um tempo sem sexo, até mesmo sem masturbação, até me fez fazer um questionamento muito legal: como os padres ou freiras conseguem ficar sem sexo? pode até ser uma pergunta incoveniente, em que muitos vão tentar dar uma resposta espiritualmente e moralmente correta; mas bem, não entremos muito nessa linha senão daqui a pouco sou visto como pervertido ou imoral, e cada um faz sua escolha e assume as consequências dessas escolhas, e a religiosidade é assim.
O outro filme que assisti foi "O incrível Hulk", para quem assistiu o primeiro e gostou, com certeza vai gostar desse, mas se não assistiu ao Iron Man(O Homem de ferro) com certeza não vai entender nem um pouco o final do filme(ainda bem que assisti o homem de ferro quando teve sua estréia no cinema), pra quem gosta de filmes baseados em hisórias em quadrinhos eu indico, mas pra quem não suporta...procura outra coisa, finalmente dessa vez o médico no final do filme, mas no final mesmo, bem no final, decide dar uma nova razão ao Hulk...isso é tudo que posso comentar.
O último filme(esse realmente tinha que ficar por ultimo pra salvar os outros filmes e o meu domingo) foi o Filme de Michael Moore, "Sicko - $O$ Saúde", finalmente um filme que indico a todos assistirem, Michael Moore faz um documentário retratando como o sistema de saúde nos Estados Unidos funciona, em que não há um atendimento gratuito e Universal, um sistema de saúde em que muitas empresas donas de plano de saúde lucram, e como cada uma busca lucrar cada vez mais, e isso acaba atingindo aqueles que não podem pagar, ou simplesmente aqueles que adoecem e começam a falir diante dos gastos com médicos e remédios,
Um ponto forte deste documentário foi mostrar como o povo americano é iludido com relação a atendimento público, relata que eles mostram que o sistema de saúde sendo gratuito é precário e sem condições de atender decentemente, para desmentir essa idéia Michael parte para o Canadá em que mostra como funciona o atendimento médico Canadense, e como todos se sentem em relação ao atendimento.
Logo após visitar o Canadá, Michael mostra o Atendimento médico na Grã-Bretanha; quando questionava o quanto cada um pagaria pelo atendimento, os pacientes até riam da pergunta, e simplesmente respondiam: "A SNS(Sistema Nacional de Saúde) é quem paga", inclusive um dos funcionários que atendiam riu da cara dele, dizendo que nunca perguntaram isso a ele.
O segundo país visitado foi a França, além de mostrar as belezas, mais uma vez Michael foi investigar como funciona o atendimento médico, e ficou impressionado, os médicos atendem em casa rápido e gratuitamente, quando há uma gestante de primeira viagem o governo envia um funcionário para ajudar a mãe e esse funcionário atende 2 vezes ao dia durante duas horas, ele lava a roupa faz a comida...tudo que a nova mãe precisar. Relmente um país bom de se viver, mas enquanto nos Estados Unidos é aplicada a política do medo em que muitos tem medo de ir as ruas protestar por melhores condições, na França o povo se une e vai as ruas buscando seus direitos, talvez por isso o governo americano e a imprensa americana tenta pregar uma imagem ruim França, para que seu povo passe a não gostar desse modelo de vida.
Em todos esses países foi frequente ver americanos que buscam atendimento médico, será que seu país não pode fornecer? Será que num país que é conhecido pelo seu poder político, por ser uma grande potência, e pelo "Sonho Americano" não pode fornecer um atendimento de Saúde?
Quando médicos eram questionados se em algum momento os proíbiram de atender a alguem simplesmente por não ter plano de saúde, a maioria deles disse que não, e disse que odiaria trabalhar em um ambiente assim.
Pois é, temos que pensar um pouco no rumo que a saúde em nosso país está tomando também, nosso sistema de saúde está indo em rumo a essa idéia decadente americana, em que grandes empresas da área de saúde lucram cada vez mais e tentam extinguir os direitos até mesmo daqueles que pagam por esse serviço; lutar pelo direito a um atendimento de saúde digno é dever de todos, e não somente daqueles que não tem condições de pagar por eles, pois cada um paga seus impostos. por isso todos tem o direito a um melhor atendimento de saúde.

Isso não é pregar em favor de ideais Socialistas, mas a favor de direitos Humanos, e saúde é um direito de todos, independente de sua origem, raça ou religião.

Amigos, pensem melhor sobre o mundo a sua volta, o que eu faço agora é pouco, mas se eu puder contar com o seu pouco, juntos poderemos fazer muito.

Obrigado, e uma boa semana.

domingo, 5 de outubro de 2008

Os Desafios da Terapia, Part. I

Um bom dia a Todos!!!

Bem hoje li mais alguns capítulos do livro que estou lendo faz algumas semanas: Os desafios da terapia-Reflexões para pacientes e terapeutas, este livro é do autor Irvin D. Yalom.
Pra começar diria que este livro reforça muito o que estou estudando em psicologia, principalmente no que diz respeito a aplicação do princípio da Gestalt do Aqui-e-agora, desde o começo do livro ele deixa bem claro para que não considerem suas intervenções idiossincráticas uma receita específica de procedimento. Mesmo assim este livro dá uma boa base para futuros terapeutas, de alguns desafios, dificuldades, erros, acertos, postura profissional, empatia, mas acima de tudo passa a experência de um grande psiquiatra.
Hoje li alguns capítulos mas um em especial me chamou a atenção, o capítulo chama-se "Verifique o Aqui-e-agora a cada sessão", este capítulo em especial me chamou a atenção principalmente pelo ato do autor colocar em mesa com o seu cliente a relação para uma discussão, uma boa referência de como ele põe isso é a frase minutos antes de terminar a sessão, "como estamos hoje?", creio que isso abra uma reflexão muito boa com o paciente em questão, ele pode colocar o que está achando de como anda a terapia, suas opniões são uma grande fonte de informações para o prosseguimento da terapia.
Deixo bem claro que isso é a experiência de um psiquiatra com os seus pacientes, e não deve ser tomado como procedimento básico ou específico, cada estudante encontrará uma postura que condizer melhor.

Hoje é dia de eleição, lembre-se: "Vote certo, o futuro de seu município depende de você".

Um araço especial a todos.